Para realizar compras no Brasil envolve os seguintes passos: abrir conta em uma Exchange (corretora especializada em criptoativos); enviar documentação para validar a conta; depositar algum dinheiro na sua conta na Exchange; criar uma ordem de compra e esperar a ordem ser atendida por outra parte que esteja vendendo. Assim que a operação for executada, você verá seu saldo em bitcoins na exchange.
Não é necessário que você tenha conta em um banco no exterior para mandar recursos para fora do país e depois depositar na Exchange estrangeira. Basta transferir bitcoins ou qualquer outro ativo digital para sua conta na corretora estrangeira e você já estará apto para negociar outros criptoativos.
No Brasil temos duas principais corretoras o Mercado Bitcoin – https://www.mercadobitcoin.com.br/ e a Foxbit – https://foxbit.com.br/ . São elas que operam os principais volumes. Coloque e-mail e CPF válido e escolha uma senha para sua conta. Um link de confirmação será enviado para a caixa de entrada do seu e-mail. Preencha um cadastro e certos casos será necessário enviar fotos de documentos e uma foto do seu rosto.
Não temos um preço único, nem mesmo no Brasil. Cada corretora forma o preço de acordo com o valor da última transação, realizada dentro se sua plataforma, e essas empresas não são integradas entre si. Como não existe integração entre as corretoras, o livro com as ordens de compra e venda é único para cada plataforma. Existem dois modelos de ordem de compra: a mercado ou a preço escolhido.
Todas as corretoras cobram taxas percentuais sobre as ordens de compra e de venda. As taxas variam, mas ficam em torno de 0,5% dependendo do tipo de ordem.
Como corretoras estrangeiras podemos citar: Bittrex, Kraken e Coinbase. Para quem está começando é não comprar grandes quantias em plataformas com as quais não tenha familiaridade. A forma ideal de começar é adquirir poucas quantias e ir se familiarizando com a plataforma, tanto com a parte operacional quanto as taxas. As taxas cobradas no exterior são menores e as plataformas têm mais liquidez, pois possuem um volume maior de negociação.
A maioria das pessoas deixas suas criptomoedas em custódia da corretora. Isto, porém, apresenta um risco que às vezes é mal calculado. As exchanges sofrem ataques constantes de hackers. Não é aconselhado deixar grandes quantias em contas nas corretoras, nem estrangeiras, nem nacionais.
A maneira mais segura de armazenar os seus ativos digitais é consigo mesmo. Mas o que é possível armazenar consigo mesmo são as chaves privadas que dão acesso ao blockchain com o saldo dos criptoativos. Não existe forma de guardar os ativos digitais de fato, apenas as chaves privadas, que são sequenciais de caracteres.
Existem diversas formas de armazenar essas chaves, que variam em questão de segurança, usabilidade e praticidade. A maneira mais prática e com boa usabilidade é deixar em uma Exchange, contudo a segurança não é das melhores e você não tem acesso a sua chave privada, e terceiriza essa função para a empresa.
O local onde se armazena as chaves privadas é conhecido como wallet ou carteira. Existem diversos tipos de wallets para armazenar chave privada. As mais conhecidas são as software wallets, que são aplicativos em celulares, ou sites que se conectam com o blockchain. No segmento de multi-wallets, as mais conhecidas e utilizadas são a Jaxx e a Coinnomi.
Existem, também, as hardwallets, que são basicamente dispositivos bem parecidos com pendrives, nos quais é possível armazenar suas chaves privadas. Os modelos de hardware para armazenar mais conhecidos e usados são a Trezor e Ledger.
No momento da inicialização, é mostrada uma sequência de 12 a 24 palavras, conhecida como seed, que você deve anotar em um papel e guardar. Essas palavras são capazes de gerar suas chaves privadas, no caso de você perder sua hardwallet ou de ela se danificar.
Essa recuperação só é possível porque uma wallet física não armazena o seu saldo, mas apenas a sequência de caracteres que permite a você o acesso ao blockchain, que é onde o saldo realmente se encontra. É essa sequência de caracteres que realmente importa, pois basta que você a tenha para ter acesso à sua conta. Por isso, algumas pessoas decidem anotar essa sequência de caracteres em um papel e com isso constituir o que chamamos de paper wallet (bitcoinpaperwallet.com).
Por enquanto, guardar as suas chaves privadas totalmente offline parece, de fato, ser a opção mais segura.
Resumo Baseado no Livro CRIPTOMOEDAS – Melhor que dinheiro de André Franco e Vinicius Bazan – EMPIRICUS – https://www.empiricus.com.br/livros/
